Aqui revelamos as diversas razões para adoção de nossa crença em aparição de fantasmas, as quais não deveriam ser lidas nem por céticos nem por “cristãos materialistas” da pós-modernidade.
Depois de discutir largamente o assunto em livro (vide os livros “O Grande Divórcio do Egocentrismo” – do Clube de Autores – e “Você é um fantasma e não se enxerga” da Editora Agbook), nossos alunos julgaram oportuno deixar para o grande público um resumo das razões de nossa crença na aparição de fantasmas, para facilitar o aprendizado dos interessados e separar bem as coisas, explicitando o tipo de Cristianismo por nós adotados.
Isto posto, a base de nossas crenças sempre repousa sobre o pensamento de CS Lewis e, em última análise, na Palavra de Deus, base de Lewis. E foi da exegese minuciosa das Escrituras que Lewis concluiu o seguinte: “os discípulos diversas vezes deixaram escapulir sua crença comum em fantasmas diante de Jesus e este, ao ouvi-los, em nenhum momento os interrompeu para desfazer a crença deles; pelo contrário, houve ocasiões em que expressou o fato de que fantasmas são assim como que ‘imateriais’ ou ‘tênues’, e por isso não podem comer peixes ou levantar objetos mais pesados que o ar; já um ressurreto é denso e sólido o suficiente para banquetear-se com aqueles que amou e salvou; por óbvio, as duas coisas existem, e Jesus mesmo era a prova viva de um corpo sólido após a morte” (este é um resumo nosso, mas Ed Kivitz também fez um bom resumo sobre o assunto: veja NESTE link).
Além da exegese escriturística perfeita, Lewis também jamais desprezou a Tradição Histórica que perpassa através da linguagem popular ao longo dos séculos, e por isso a crença nas aparições de mortos foi plenamente incorporada às crenças dele, e por conseguinte ao seu entendimento do Plano de Deus, o qual tinha que contemplar – para continuar inteligível – o espaço óbvio das almas desencarnadas, sob pena de falseamento dos inúmeros registros históricos confiáveis de contatos com finados.
Outrossim, como esclarecemos nos artigos “E se a morte e o tempo não existirem?” (Site) e “Conversando sobre a morte e a mente” (Blog), se não existe a morte e se por isso TODOS estão vivos diante de Deus, o espaço próprio dos desencarnados só poderia ser algo flutuante entre o mundo dos encarnados e o “Vale das Sombras” (expressão usada por Lewis), e assim vez por outra uma alma poderia entrar na mesma faixa visual de um de nós e transparecer aos nossos olhos, como a História do mundo todo registra.
Entretanto, e a bem da verdade, tudo isso poderia ser dado como “normal” da nossa crença na aparição de fantasmas, e certamente ficaríamos sob fogo cruzado no meio cristão, pois boa parte da cristandade não aceita tais fatos, ora pela simples incredulidade, ora pela crença equivocada de uma pseudodemonologia de fundo de quintal, a qual atribui ao diabo todos os fenômenos ditos sobrenaturais, tão somente por não ver neles qualquer permissão de operação da parte de Deus.
Logo, se o até aqui exposto não seria suficiente para incorporarmos uma crença comum da Humanidade, essa Escola vem declarar que temos um trunfo a mais, e é dele que passaremos a tratar agora. Imagine o leitor que a crença nas aparições nos é facilitada pela confiança nos testemunhos de gente de bem, doutores, médicos, cientistas e até ministros de Deus, os quais não mereceriam tal confiança na mente da cristandade, sobretudo no lado dos Reformados. Assim sendo e com efeito, se nem mesmo o homem mais sério e o pastor mais decente merecem confiança quando vêm a público contar seu inusitado encontro e correndo o risco do ridículo, então para nós há um testemunho ilibado e irrefutável, com o qual assumimos todas as nossas demais crenças: o próprio CS Lewis! E isto vai muito mais longe do que pode supor um desavisado leitor.
Isto é, além de Lewis ter dito que acredita em tais coisas, em diversos de seus livros, e ele receber de nós total confiança, um distinto ministro de Deus, do alto de sua reputação de homem sério e incapaz de mentir (pelo menos por escrito), registrou em livro um encontro que teve com o próprio Lewis, em 1964, i.e., três meses após o desencarne de Jack. Convidamos o leitor para ler a matéria completa no menu ‘Textos para download’, item 06, “JB Phillips e o fantasma de CS Lewis”, conforme atesta ESTE link de nossa Escola.
Assim, muito acima de todos os argumentos anteriores, foi o fato de Lewis ter aparecido depois de morto ao Reverendo JB Phillips (foto acima), com uma expressão bem viva e sólida (até a roupa que usava era um conhecido conjunto de camisa e sobretudo que ele costumava usar em sua casa nos dias mais frios) que nos convenceu racionalmente a adotar a Teologia Lewisiana completa, i.e., aquela que engloba até mesmo o que Lewis contou a Phillips naquela experiência [Esta Teologia Lewisiana completa é chamada por nós de “PURISMO Lewisiano”, e agora temos ESTA página para quem quiser saber mais a respeito]. Além de tudo isso, JB Phillips revelou ter sentido, após o encontro com a alma de Lewis, uma profunda mudança no seu modo de crer em aparições e até em seu modo de pregar a verdade, pois agora sabia que Deus lhe havia dado uma oportunidade única e concreta de conhecer e explicar os fatos da vida post mortem. Isto fecha o quadro todo.
Finalmente, estamos bem conscientes da extrema incidência da incredulidade neste mundo corrompido, a qual alcança inclusive o coração a Cristandade, prejudicando severamente as chances de Deus se fazer conhecido e entendido na pós-modernidade. Com isso, além de reconhecermos a dificuldade de adesão à verdade, também confessamos que antes do Século XX as coisas eram diferentes, e por isso adotamos uma Teologia Tradicional (ou até medieval), nos moldes da segurança católico-romana na Tradição Apostólica Histórica. Se o leitor tiver nos dado a honra de sua leitura completa e atenciosa, e tiver respeito suficiente pelas crenças alheias, nos sentiremos mui felizes em contar com sua associação ao nosso quadro de amigos leais. Que Deus lhe abençoe.